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Moda e Cultura: Muito Além das Passarelas

Como o modo de vestir revela identidade, memória e a influência do ambiente em que vivemos.

Por Ana Carolina Ataíde Rodrigues – 2º ano EM

Podemos entender a moda como uma importante forma de expressão cultural, embora nem sempre ela tenha sido reconhecida dessa maneira. Durante muito tempo, o modo de se vestir foi visto apenas como algo superficial. No entanto, áreas como a sociologia passaram a estudar a moda de forma mais profunda, analisando sua relação com a cultura e a sociedade.

Gilda Mello e Souza

Foto: https://sbsociologia.com.br/project/gilda-de-mello-e-souza/

No Brasil, um dos grandes nomes nesse campo é Gilda de Mello e Souza, referência nos estudos sobre estética e vestuário. Em 1987, ela publicou o livro O Espírito das Roupas: a Moda no Século XIX, pela Companhia das Letras. A obra se tornou um marco para compreender a relação entre moda, cultura e sociedade.

Em seus estudos, Gilda propõe ampliar o olhar sobre a moda, mostrando que a roupa vai além da aparência. Mesmo analisando principalmente o modo de vestir da sociedade branca do século XIX, fortemente influenciada pela Europa, a autora conecta estética e sociologia. Assim, ela demonstra que o vestuário pode revelar aspectos importantes tanto sobre a identidade de um indivíduo quanto sobre os valores e costumes de uma comunidade.

Quando pensamos em moda, muitas vezes lembramos das marcas famosas, dos negócios e das transações milionárias, além de um luxo excessivo. É fácil direcionar o olhar para esses elementos se considerarmos apenas a moda que ganhou destaque na imprensa internacional. Durante anos, ela foi responsável por fundamentar as bases do que seria considerado chique e moderno, numa tentativa de construir uma zona de influência em escala global. O universo glamoroso dos desfiles, em que apenas convidados podem participar, o ambiente das modelos supermagras e quase sempre brancas e as grandes maisons francesas de alta-costura, com suas inúmeras “regras de etiqueta”, são exemplos disso. Mas e a moda das ruas? E a possibilidade de pensar a moda a partir das memórias de família e do que aprendemos com o nosso entorno?

Imagem do Google.

A moda das ruas também merece destaque quando pensamos na roupa como expressão cultural. Diferente das passarelas e das grandes marcas, a moda que nasce nas ruas surge do cotidiano, da criatividade e da realidade das pessoas. Ela reflete vivências, identidade, cultura local e até questões sociais. Muitas tendências que hoje vemos nas lojas começaram justamente com jovens se expressando nos bairros, nas escolas e nas periferias.Além disso, é possível pensar a moda a partir das memórias de família e do que aprendemos com o nosso entorno. Muitas vezes, o jeito de se vestir carrega histórias: a roupa que era da avó, o estilo inspirado nos pais e os costumes do bairro ou da comunidade. Nesse sentido, o vestir não é apenas estética, mas também memória, afeto e pertencimento. Cada peça pode guardar lembranças e representar quem somos e de onde viemos.

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